POR QUE CASTRAR O CÃOZINHO?

A castração é um assunto que deve ser seriamente levado em conta por todos os donos de cães. É um procedimento que não se restringe apenas a reprodução, mas a decisão de prolongar a vida do cãozinho e proporcionar mais saúde ao mesmo.

 

VANTAGENS DA CASTRAÇÃO PARA AS FÊMEAS

 

A principal doença reprodutiva das cadelas e o tumor mais comum de cadelas sexualmente intactas, é o tumor de mama. Ele é o segundo tumor mais frequente em cadelas. É provado que a sua incidência cai para 0,5% quando a cadela é castrada antes do primeiro cio, mas o efeito da castração na diminuição da incidência deste tumor vai diminuindo com o tempo, sendo que não se altera se a cadela for castrada após o segundo cio. 

 

Além dos tumores de mama, a castração precoce previne quase todos os outros tumores relacionados ao sistema reprodutor, tanto em machos quanto em fêmeas, assim como outras doenças do sistema reprodutor. Por exemplo, uma doença muito comum em cadelas, principalmente naquelas que receberam hormônios para evitar o cio, é o Complexo Hiperplasia Endometrial Cística – PIOMETRA, doença que se não for tratada a tempo, ou seja, se não for realizada a retirada do útero, pode levar à morte. É assustador o número de cadelas que tem PIOMETRA depois dos 5 anos de idade, por conta dos cios recorrentes ao longo de sua vida.

 

É sabido que cadelas castradas antes do primeiro cio possuem apenas 0,5% de risco de vir a desenvolver neoplasia mamária, aumentando para 8% e 26% após o primeiro e segundo cio, respectivamente. Ou seja, castrar antes do primeiro cio reduz ainda mais as chances de doenças no futuro.

 

 

VANTAGENS DA CASTRAÇÃO PARA OS MACHOS

 

É o que garante um estudo feito em cães machos pelo Veterinary Mudical Teaching Hospital, da Universidade da Califórnia, em conjunto com a Small Animal Clinic, da Universidade de Michigan. Bastou a cirurgia ser feita para, em grande parte dos casos, cessar o comportamento indesejado, obtendo-se uma rápida solução. Em outros casos, de maus-hábitos mais arraigados, a correção demorou mais, por exigir também um trabalho de reeducação do cão. Para os machos, as vantagens são em geral comportamentais.

 

Veja os resultados:

FUGIR – 94% dos casos foram resolvidos, 47% rapidamente. 
MONTAR – 67% dos casos foram resolvidos, 50% deles rapidamente. 
DEMARCAR TERRITÓRIO – 50% dos casos foram resolvidos, 60% deles rapidamente. 
AGREDIR OUTROS MACHOS – 63% dos casos foram resolvidos, 60% deles rapidamente.
  

 

VAMOS DESMISTIFICAR ALGUMAS AFIRMAÇÕES QUE VOLTA E MEIA OUVIMOS:

“Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde.”

FALSO: a probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Muito pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicações ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.

 

“Cruzar deixa o cão emocionalmente mais estável.”
FALSO: dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.

 

“Cruzar a cadela evita câncer.”
FALSO: não tem nenhuma relação entre o cruzamento da cadela e a incidência do câncer.

“A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.”
FALSO: não há relação entre os dois fatos. O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos dois anos nos cães não castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsável depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade e não porque se tornou mãe. Inclusive muitas cadelas rejeitam os filhotes quando nascem.
 
“A falta de prática sexual causa sofrimento.”
FALSO:o que leva o cão à iniciativa de acasalar é exclusivamente o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados. Por exemplo, se vivem com fêmeas e não podem cruzar, ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.
 
“Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.”
FALSO: a agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territoriais e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração. A dominância e a disputa sexual criam oportunidades para o cão usar a agressividade que tem, mas não são as causas dela.

 

 

O PROCEDIMENTO DA CASTRAÇÃO

Assim como em qualquer outro tipo de cirurgia em animais, uma consulta com um médico veterinário é fundamental para evitar problemas no processo de castração. Para garantir que tudo irá ocorrer da maneira mais tranquila possível, muitos profissionais realizam uma bateria de exames antes do procedimento, certificando-se de que a saúde do animal está em dia para uma cirurgia.

 

Infecções, anemias, coagulação, e doenças diversas (incluindo complicações nos rins e no fígado) além da saúde do coração, fazem parte dos fatores a serem observados antes da castração; sendo que, em alguns casos – como nos que o cão a ser operado possui problemas no coração – ainda mais testes podem ser requeridos. Estes exames pré-cirúrgicos vão variar de necessidade de acordo com a idade e condição geral do animal.

 

Consistindo na retirada dos testículos do macho – evitando que ele produza espermatozóides e testosterona e, consequentemente, que possa reproduzir – o processo de castração em cachorros recomenda que, no dia da cirurgia, o animal permaneça em jejum. Devidamente anestesiado, o cão tem a região a ser operada raspada e limpa, e um pequeno corte é feito pouco acima do seu escroto – possibilitando que o cirurgião veterinário faça a retirada dos testículos do animal.

Na castração da fêmea, uma incisão é feita no abdômen para retirar os ovários e o útero. Também é possível remover apenas os ovários, procedimento que pode acontecer com cadelas mais novas.

 

Após a cirurgia, alguns cuidados e observações são importantíssimos:

- Comida e água: Você pode estar tentado a dar ao seu pet uma refeição grande, mas não o faça! Quantidades menores são recomendados nos primeiros dias.

- Pontos: Seu pet pode ter pontos fora da pele, porém alguns veterinários podem escolher deixar os pontos embaixo da pele ou usar cola cirúrgica. Alguns materiais para sutura dissolvem e não precisam de remoção, enquanto outros precisão ser removidos (de 7 a 14 dias). Mesmo que os pontos não estejam aparentes, cheque a incisão para inchaço, sangramento ou machucados e avise seu veterinário caso haja algum evento anormal.

 - Protegendo a incisão: Seu pet não deve ser permitido lamber ou morder a área da incisão. Isso pode abrir a incisão e causar uma séria infecção. O seu veterinário pode indicar que o cachorro use um colar Elizabethano (cone de plástico) ou uma batinha de pano que é fechada na área da incisão para evitar o contato.

 

- Medicação: Não esqueça de dar a medicação seguindo as instruções do veterinário. Se o seu pet vomitar após receber a medicação, ligue para o seu veterinário.

 

- Restrições de atividade: Correr, pular ou usar as escadas devem ser evitados o máximo possível por aproximadamente 7 a 10 dias depois da cirurgia de castração. Atividades em excesso podem causar dor, sangramento, inchaço e uma série de complicações. Mesmo se o seu pet parece estar completamente recuperado, siga as instruções do veterinário.

 

 

Fontes:  http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/castracao/

 

http://portaldodog.com.br/cachorros/saude/castracao-pre-cirurgico-dia-da-cirurgia-e-pos-operatorio/

 

 http://tudosobrecachorros.com.br/2010/09/castrar-ou-nao-castrar.html#ixzz4FFLpe4Ax